O Festival Internacional de Cinema Respira estreou entre os dias 25 e 27 de julho, promovendo uma imersão gratuita em produções audiovisuais de curta-metragem realizadas por cineastas independentes das mais diversas origens. A programação ocorreu no Anfiteatro Ivo Da Rolt, da Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS), com transmissão ao vivo pelo canal oficial do festival.
🎬 Seleção e exibições
De aproximadamente 374 inscrições de 24 estados e o Distrito Federal, foram selecionadas 98 obras, das quais 20 chegaram à mostra presencial final. Divididas entre as categorias Ficção, Documentário, Animação e Experimental/Videoarte, estas produções discutem temas como identidade, memória, ancestralidade, gênero, raça e diversidade.
Na sexta-feira (25/7), a programação começou com uma sessão acessível, voltada para pessoas com deficiência visual, exibindo quatro filmes com audiodescrição, seguida de painéis e outras exibições.
📅 Programação dos debates
- 25 de julho (16h–17h): painel “Gênero, imagem e espaço no cinema”, com Mirela Kruel e Mar Palombini Fagundes, mediado por Lau Graef.
- 26 de julho (16h–17h): painel “Espelhos negros: compondo um caleidoscópio de trajetórias diversas”, com Camila de Moraes e Augusto Santos, mediado por Thais Souza.
🏆 Premiações
Ao todo, 10 filmes foram premiados: um vencedor por categoria definido pelo voto popular e outro pelo júri técnico, com prêmios de R$ 5.000,00 cada, totalizando R$ 40.000,00 em distribuição de prêmios. Além disso, foram concedidas duas menções honrosas.
🌍 Circulação pós-evento
Após Bento Gonçalves, os curtas premiados ganharão exibições em outras cidades da Serra Gaúcha — como Montenegro, Caxias do Sul, Cotiporã, Monte Belo do Sul, Veranópolis e São Valentim do Sul — reforçando o compromisso com a democratização do audiovisual.
🎞 Destaques da programação
Entre os 20 finalistas, destacam-se filmes como:
- Ficção: Americana, De todos os não ditos, Desde criança eu sempre quis morar no Rio, Mãe, Pássaro Memória e Vão das Almas;
- Documentários: Pedagogias da Navalha, A Busca do Eu e o Silêncio, Poder Falar, V(h)iver, Casinha de Mureta e De Coração;
- Animação: Carcinização, O Casaco, Caramelo e outros 500 e O Despertar de Ayra;
- Experimental/Videoarte: Limite, Maria Piauí, Dance Aqui e Nada Obsta.
Essas obras abordam temas sociais emergentes — como vivências trans, amazônicas, identidades negras e LGBT+ — construindo narrativas sensíveis e urgentes.
✨ Impacto e legado
O Festival Respira se firmou como um espaço de afirmação para vozes historicamente sub-representadas — como pessoas pretas, indígenas, LGBT+, mulheres e PCDs. Com estrutura 100% gratuita e acessível (audiodescrição, legendas para surdos e Libras), o evento reforça a importância de incluir diferentes perspectivas no universo audiovisual.
Ao promover debates relevantes e incentivar a participação ativa do público, o festival propõe um olhar transformador: o cinema como ferramenta de empoderamento, reflexão e diálogo social.







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