Coco de Umbigada de Mãe Beth de Oxum: resistência, fé e cultura popular de Pernambuco

Coco de Umbigada de Mãe Beth de Oxum: resistência, fé e cultura popular de Pernambuco

O Coco de Umbigada é uma das expressões mais tradicionais da cultura popular pernambucana, marcada pela força da ancestralidade africana, pelo ritmo contagiante e pelo sentido de coletividade. Entre as principais referências dessa manifestação está Mãe Beth de Oxum, importante liderança cultural, religiosa e artística do estado, reconhecida por seu papel na preservação e valorização das tradições afro-brasileiras.

Origem do Coco de Umbigada

O coco é uma dança e um ritmo de origem afro-indígena, muito presente no litoral e na Zona da Mata de Pernambuco. O termo “umbigada” refere-se ao gesto simbólico feito durante a dança, quando uma pessoa toca o umbigo da outra como convite para entrar na roda. Esse movimento representa união, continuidade e troca de energia entre os participantes.

Tradicionalmente, o coco é acompanhado por instrumentos de percussão como o zabumba, o pandeiro, o ganzá e o tambor, além do canto responsorial — em que um solista canta os versos e o grupo responde em coro.

Mãe Beth de Oxum e sua importância

Mãe Beth de Oxum é ialorixá, educadora e mestra da cultura popular. Fundadora do Coco de Umbigada em Olinda, ela transformou essa manifestação em um espaço de resistência cultural, afirmação da identidade negra e educação popular. Por meio da música, da dança e da oralidade, Mãe Beth promove o respeito às religiões de matriz africana e às tradições herdadas dos ancestrais.

Seu trabalho vai além do palco: envolve ações comunitárias, formação de jovens e participação ativa em movimentos culturais e sociais. O Coco de Umbigada liderado por Mãe Beth é, portanto, uma expressão artística e também um ato político de valorização da cultura afro-pernambucana.

Significado cultural e social

O Coco de Umbigada não é apenas entretenimento. Ele fortalece laços comunitários, transmite saberes tradicionais e mantém viva a memória de um povo que historicamente resistiu à exclusão e ao preconceito. As rodas de coco são espaços de celebração, aprendizado e pertencimento.

Conclusão

Falar do Coco de Umbigada de Mãe Beth de Oxum é reconhecer a riqueza da cultura popular de Pernambuco e a importância de figuras que dedicam suas vidas à preservação dessas tradições. Essa manifestação continua viva graças à força da coletividade, da ancestralidade e do compromisso com a cultura popular brasileira.

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